AELO apresenta diagnóstico do setor e cobra atenção dos candidatos


O setor de loteamentos é um pilar fundamental da indústria da construção civil no Brasil. Com o aumento constante da população e a crescente demanda por moradia, a importância desse segmento se torna ainda mais evidente. Neste contexto, a Associação das Empresas de Loteamentos e Desenvolvimento Urbano (AELO) se destaca ao promover uma série de iniciativas e pesquisas que visam esclarecer a relevância dos loteamentos na solução do déficit habitacional no país. Este artigo irá explorar o papel crucial da AELO, os desafios enfrentados pelo setor e as oportunidades que se desenham no horizonte, especialmente em relação às eleições e ao papel dos candidatos ao executivo e legislativo em São Paulo.

São Paulo em Lotes: AELO apresenta diagnóstico do setor e cobra atenção dos candidatos

Neste momento crítico para a política nacional, a AELO se posiciona como uma voz ativa no debate sobre o futuro do setor. Com mais de 1.000 associados, a associação promove cursos, workshops e campanhas de conscientização voltadas para a aquisição de lotes legais e a conscientização acerca da importância do lote como investimento. A frase “tudo começa com um lote” resume bem a filosofia que norteia o setor; sem um lote, não há moradia, não há infraestrutura urbana, e não há possibilidade de desenvolvimento.

O estado de São Paulo, por ser o mais populoso do Brasil, concentra uma quantidade significativa de desafios e oportunidades em relação ao setor de loteamentos. Em 2025, os dados mostram um crescimento de 15% nas vendas de lotes, com uma valorização de até 14% no metro quadrado.


Importância dos Loteamentos e Desafios Enfrentados

Os lotes são mais do que simplesmente terrenos disponíveis para construção; eles representam a materialização de um sonho de muitos brasileiros: a casa própria. Segundo pesquisa realizada pela AELO em parceria com o BRAIN e o Secovi-SP, verificou-se uma queda no número de lotes lançados e vendidos no primeiro trimestre de 2026, o que evidencia um descompasso entre a demanda e a oferta. Caso essa situação persista, o déficit habitacional somente crescerá, e isso exige atenção imediata por parte dos governantes.

A pesquisa também aponta que, embora haja 52.199 lotes disponíveis para comercialização, muitos deles não estão sendo vendidos, o que pode ser atribuído a diversos fatores, incluindo a falta de infraestrutura adequada e os altos preços dos terrenos. Dados revelam que o preço médio dos lotes abertos é de R$ 703/m², e R$ 1.261/m² nos fechados, o que torna a compra de um lote um desafio para grande parte da população.

AELO e Seu Papel Protagonista

A AELO busca mudar essa realidade. Por meio de campanhas de conscientização e advocacy, a associação se esforça para informar a população sobre os desafios e as oportunidades do setor de loteamentos. Entre suas iniciativas estão as campanhas “Como Comprar Lotes Legais” e “O Lote como Bom Investimento”. Essas ações mostram que ter um lote não é apenas uma questão de posse, mas também de responsabilidade social, econômica e ambiental.


Além disso, a AELO se empenha em apresentar planos aos candidatos em ano eleitoral. A associação quer saber como os aspirantes a governantes planejam mitigar o déficit habitacional, pois isso impacta diretamente na qualidade de vida da população. Como é de se esperar, a pergunta que paira no ar é: que políticas habitacionais estão sendo propostas?

O Potencial dos Loteamentos nas Macrorregiões Paulistas

O documento “São Paulo em Lotes” é uma iniciativa da AELO para demonstrar o potencial dos loteamentos nas diferentes macrorregiões do estado. O cenário se torna ainda mais relevante ao analisarmos a Grande São Paulo, onde o alto preço da terra faz com que a oferta de lotes urbanizados seja um ponto central da política habitacional. O ticket médio para loteamentos abertos é de R$ 170,3 mil, enquanto para os fechados é de R$ 375,2 mil, o que demonstra que o acesso à moradia é um desafio complexo e urgente.

O presidente da AELO, Caio Portugal, ressalta que a infraestrutura urbana deve estar associada a um processo de expansão ordenada das cidades. Ele afirma que um loteamento não é apenas a “etapa anterior” à construção de uma casa; ele é um motor de geração de patrimônio e riqueza social.

Desafios da Política Habitacional e Mobilidade

Dentre os desafios discutidos no 3º Fórum de Loteamentos AELO – Estadão, destacou-se a ocupação desordenada de áreas como a represa do Guarapiranga. Essa realidade, criada em décadas passadas, traz à tona a responsabilidade do governo atual na formulação de políticas que associem habitação à mobilidade e infraestrutura urbana. O projeto “Novas Centralidades”, que visa criar 23 mil moradias em áreas bem conectadas por transporte de alta capacidade, é um exemplo de como as políticas públicas podem trabalhar em conjunto com o setor privado para resolver o déficit habitacional.

A AELO questiona os candidatos sobre como planejam expandir a oferta de terrenos urbanizados sem que isso resulte em uma segregação ainda maior da população de baixa renda, que muitas vezes é empurrada para áreas distantes dos centros urbanos e das oportunidades de emprego.

O Futuro da Segurança Jurídica e da Iniciativa Privada

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À medida que as eleições se aproximam, é crucial que a população esteja informada sobre as propostas dos candidatos em relação à segurança jurídica do setor imobiliário e o papel da iniciativa privada na política habitacional. Recentemente, o governo paulista anunciou um pacote de R$ 6,4 bilhões que envolve a construção de aproximadamente 37 mil moradias e ações de desenvolvimento urbano. A liberação de 12,5 mil Cartas de Crédito Imobiliário, com investimentos significativos, mostra que há um caminho a ser trilhado para melhorar o acesso à moradia.

Por outro lado, o fortalecimento da iniciativa privada é vital. Os desenvolvedores de loteamentos precisam ter condições de oferecer lotes urbanizados a preços acessíveis, o que poderá aumentar a oferta de moradias e melhorar a qualidade de vida de muitas famílias. A AELO defende a criação de linhas de crédito que tornem a aquisição de lotes mais viável para todas as classes sociais.

Conclusão

Em suma, o papel dos loteamentos no cenário habitacional de São Paulo não pode ser subestimado. A AELO, ao articular um diagnóstico abrangente do setor e provocar discussões pertinentes entre os candidatos, busca não apenas conscientizar a população sobre a importância de um planejamento urbano ordenado, mas também cobrar ações efetivas que visem à redução do déficit habitacional.

A pergunta que todos devemos nos fazer é: estamos prontos para exigir compromisso dos nossos candidatos para garantir um futuro onde todos tenham acesso a uma moradia digna? Com uma sociedade bem informada e participantes ativos no debate político, é possível construir um amanhã mais justo e igualitário.

Perguntas Frequentes

Essa seção visa responder algumas das perguntas mais comuns sobre o tema.

Que papel a AELO desempenha no setor de loteamentos?
A AELO atua como uma representante do setor, promovendo pesquisa, cursos e campanhas de conscientização para esclarecer a importância do loteamento na construção civil e na solução do déficit habitacional.

Quais as principais campanhas da AELO?
A AELO realiza campanhas como “Como Comprar Lotes Legais” e “O Lote como Bom Investimento” para informar a população sobre a importância e as responsabilidades envolvidas na aquisição de lotes.

Como os candidatos ao executivo e legislativo podem ajudar na questão habitacional?
Os candidatos podem apresentar planos concretos para mitigar o déficit habitacional, fortalecer a infraestrutura urbana e melhorar o acesso a terrenos urbanizados.

Qual é a situação atual do mercado de loteamentos em São Paulo?
Os dados mais recentes mostram uma queda nas vendas e lançamentos de lotes, ressaltando a necessidade de estratégias mais eficazes para estimular o setor.

Por que é importante ter segurança jurídica no setor imobiliário?
A segurança jurídica é fundamental para garantir a estabilidade e a confiança de investidores e desenvolvedores, promovendo um ambiente saudável para o crescimento do setor.

Quais são os desafios enfrentados pelo setor de loteamentos atualmente?
Os desafios incluem a falta de infraestrutura, altos preços dos terrenos e a necessidade de uma política habitacional que considere a inclusão social e a mobilidade urbana.

Este é um momento crítico para o setor de loteamentos em São Paulo, e, com as decisões eleitorais se aproximando, a esperança é que o futuro reserve um caminho mais claro e promissor para todos os cidadãos.